Ser ou não

"Ser ou não ser, eis a questão", disse, um dia, o filósofo. Bom, eu sou, isso eu sei: Eu Sou. Mas sou o quê? Sei lá, diria ser humano, quiçá pessoa, bem gente, pelo menos. Mas também: Raposa. Tenho de ser. Sou filha de um raposo e de uma raposa; sou neta de dois raposos e uma raposa; sou bisneta de... As minhas origens perdem-se no tempo, bem como na minha linhagem ocorrem em todas as gerações raposos e raposas, muitos raposos e muitas raposas. Espero ser digna desta herança, serei? No mínimo, vou tentar ser digna desta honra, deste testemunho, do meu orgulho, daquilo que me foi dado... obrigado, muitíssimo obrigado.

Enfim, lá estou eu a divagar (outra e outra e outra vez), mas é como sou: Raposa, nunca consigo parar de pensar, ainda que, por vezes, isso me custe tempo e "dinheiro". Mas como alguém um dia disse (e eu penso ser verdade): "Não é defeito, é feitio".

I cumo se diç na mie lhéngua-mai: "Até outro die".

Raposa.

publicado por Streilha às 23:58 | link de l post | comentar | Juntar als faboritos